Fundos Imobiliários Vs Ações - Invista em Renda Variável com menor Risco
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Thiago Fleith Otuki (otuki)

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Publicado em
27 / 11 / 2017
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Economista do Clube FII
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O Fundo Imobiliário (FII) é uma classe de ativo com características diferenciadas pois, apesar de ser classificado como renda variável, possui um fluxo regular de rendimentos o que, muitas vezes, pode confundir o investidor. Podemos afirmar que o FII não é de forma alguma ativo de renda fixa, pois tanto os preços das cotas como os rendimentos (dividendos) podem apresentar variações bruscas (volatilidade). Quando escutamos a palavra “renda variável” logo associamos ao mercado de ações e derivativos e sua forte oscilação diária. Entretanto, no caso dos FIIs, mesmo negociado no mercado de bolsa e no mesmo ambiente das ações, podemos afirmar que esses fundos, na média, tem um risco bem inferior aos demais ativos com a mesma classificação como ações, opções e demais derivativos vinculados a moedas e commodities.
A menor volatilidade faz sentido, pois os FIIs têm ativos reais (imóveis) como lastro (exceto nos casos dos fundos compostos por CRIs). Os imóveis são ativos com forte capacidade de geração de caixa (renda de aluguel), corrigidos pela inflação, normalmente uma distribuição mais previsível do que as ações e uma oferta de curto e médio prazo inelástica. Com o ambiente macroeconômico totalmente diferente de alguns anos atrás onde tínhamos uma elevada taxa de juros, hoje, com uma Selic fechando 2017 a 7,0% e títulos de renda fixa com maturidade longa também rentabilizando menos os investidores, a busca por oportunidades no mercado financeiro têm demandado um grande esforço.
Os dados mostram que os FIIs são excelentes ativos para compor uma carteira de investimentos que tenha como o objetivo uma rentabilidade mais próxima de um ano atrás (composta somente por renda fixa devido a elevada taxa de juros), mas claro que com uma adição de risco. Nesse patamar de juros é necessário adicionar ativos de renda variável, mas para investidores avessos ao risco, FIIs que possuem um risco menor do que ações é uma ótima alternativa. Veja nos gráficos que em 2017 não somente o risco dos FIIs (medidos pelo IFIX) forem menores do que as ações (medidos pelo Ibovespa), mas o retorno também foi maior. Como base de referência também listei o CDI (taxa de juros de referência no mercado) e o IMA-B (índice composto por títulos públicos Tesouro IPCA+ (antiga NTN-B) que pagam uma taxa de juros pré-fixada mais a variação do IPCA.
Risco Volatilidade Anaualizada
Fonte: Rio Bravo Investimentos (novembro/2017).
Retorno Acumulado 2017
Fonte: Cetip, Anbima e B3 (2017) – Rentabilidade acumulada até o dia 24/11/2017.
Se você tem interesse em compreender em maior profundidade o cenário econômico que sustenta o excelente retorno dos Fundos Imobiliários em 2016 / 2017, sugiro a leitura do artigo de minha autoria publicado em junho deste ano (“Perspectivas para o mercado de FIIs - O que as variáveis macroeconômicas sinalizam para os investidores de fundos imobiliários”.

Um abraço e até o próximo artigo!

Um paralelo entre imóveis físicos e FIIs
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02 / 02 / 2019 5 min de leitura
Coronavírus e a maior queda dos Fundos Imobiliários da história
Os investidores de Fundos Imobiliários, após um alta expressiva em 2019 de 35,9%, já sentiram a correção no IFIX desde o começo de 2020. O fato é que fechamos o ano de 2019 em 3.198 pontos com uma alta “fora do padrão” de 10,77% somente em dezembro. Dos analistas que havia conversado, logo no começo desse ano, todos concordavam que esse rally de alta extra de dezembro poderia ser corrido em algum momento. Isso começou a ocorrer logo em janeiro/2020. Antes do "efeito coronavírus", ao calcular a rentabilidade do IFIX até a sexta de carnaval, tínhamos um IFIX em queda de 5,63%.
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13 / 03 / 2020 5 min de leitura
Precificação de CRIs em Fundos Imobiliários
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08 / 07 / 2020 5 min de leitura

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